Jeremias 38 e 39 mostram a cidade caindo em pedaços, mas no meio da queda um oficial estrangeiro arrisca o próprio pescoço pra tirar um profeta da lama, e o profeta, preso e sem nada a ganhar, ainda arruma tempo pra consolar quem o ajudou. Coragem, nesses dois capítulos, não é falta de medo: é agir apesar dele. Quem você já defendeu ou consolou nesta semana, mesmo com medo de se meter?

Vida e Ministério, 28 de setembro a 4 de outubro de 2026

Reunião Vida e Ministério · Estudo da semana de 28 de setembro a 4 de outubro de 2026

Ver artigo oficial no jw.org ↗ · Apostila Vida e Ministério, setembro/outubro de 2026 (páginas 8-9)

Leitura da semana: Jeremias 38, 39

Sabemos que nem sempre dá pra preparar a reunião como a gente gostaria. O mundo pressiona, a rotina aperta, o tempo foge. Mas uma reunião com bastantes comentários edifica e estimula a todos. Que estas respostas ajudem você a participar, seja como base pro seu preparo ou pra comentar quando o tempo apertou. Marcos 4:19; Hebreus 10:24, 25

🎵 Cântico 102 · “Ajude os que estão fracos” · (abertura, com oração e comentários iniciais, 1 min)

Preparando a Mente e o Coração

A leitura de Jeremias 38 e 39 conta o fim de Jerusalém em duas camadas: a política, com o cerco caldeu e a fuga fracassada de Zedequias, e a pessoal, com o destino de quem cercava o profeta. Em Jeremias 38:6 os príncipes lançam Jeremias numa cisterna sem água, só lama, pra ele morrer. Ebede-Meleque, um eunuco etíope da corte, arrisca a vida por Jeremias e mesmo assim vai direto ao rei: “Ó meu senhor, o rei, o que esses homens fizeram ao profeta Jeremias é muito mau! Eles o lançaram na cisterna, e ele morrerá de fome ali, pois não há mais pão na cidade.” (Jeremias 38:9). Zedequias cede, e trinta homens tiram Jeremias da lama com trapos e panos velhos, com trapos e panos debaixo dos braços, e depois as cordas (Jeremias 38:12) dele (Jeremias 38:10-13). Depois, o rei manda trazer Jeremias e lhe jura em segredo, e o profeta responde com uma franqueza perigosa: “Obedeça, por favor, à voz de Jeová, fazendo o que eu lhe digo, e o senhor ficará bem e continuará vivo.” (Jeremias 38:20). Zedequias não obedece. O capítulo 39 mostra o resultado: a muralha rompida, o rei capturado nas planícies desérticas de Jericó, os filhos dele mortos em Ribla diante dos próprios olhos, e depois os olhos dele cegados (Jeremias 39:5-7). Mas no meio da ruína, Jeová não esquece Ebede-Meleque: “eu certamente o livrarei, e você não cairá à espada. Você terá a sua vida como despojo porque confiou em mim.” (Jeremias 39:18). Pra estudar bem, leia os dois capítulos seguidos e marque cada decisão: a de Ebede-Meleque de arriscar, a de Zedequias de não obedecer, e pergunte-se qual das duas parece mais com as suas escolhas recentes.

Entendendo a Leitura da Semana

  • O que está acontecendo aqui: Jerusalém está cercada e caindo. Jeremias quase morre numa cisterna e é salvo por Ebede-Meleque (Jeremias 38:6-13); Zedequias recebe um último aviso claro de Jeremias e não obedece (Jeremias 38:17-20); a cidade cai, o rei é capturado e punido de forma terrível (Jeremias 39:1-7); e Jeová promete proteger quem confiou nele em meio ao caos (Jeremias 39:15-18).
  • O que aprendo sobre Jeová nesta leitura: Que ele vê e recompensa coragem que ninguém mais nota: a ação de um estrangeiro, um eunuco na casa do rei, não passou despercebida por ele (Jeremias 39:18, “porque confiou em mim”). E que ele avisa antes de julgar: manda Jeremias oferecer a Zedequias uma saída clara antes da queda (Jeremias 38:17, 18).
  • O que isso me ensina a fazer: A agir em favor de alguém mesmo sem obrigação nenhuma, como Ebede-Meleque fez. A não guardar pra mim uma palavra de conforto só porque estou numa situação difícil, como Jeremias fez preso. E a levar a sério um aviso claro, em vez de adiar a decisão como Zedequias adiou até não ter mais escolha.

Aplicação do Aprendizado

  • Na relação com Jeová: Confiar nele mesmo quando a situação ao redor está desmoronando, do jeito que Ebede-Meleque confiou (Jeremias 39:18).
  • Na vida: Não esperar ter obrigação formal com alguém pra agir a favor dessa pessoa; Ebede-Meleque arriscou a vida por Jeremias.
  • Na família: Falar a verdade com quem eu amo mesmo quando ela é difícil de ouvir, do jeito que Jeremias falou com Zedequias (Jeremias 38:20).
  • Na congregação: Notar quem está na cisterna, mesmo quando ninguém mais notou, e agir como Ebede-Meleque agiu.
  • Na pregação: Levar Jeremias 39:18 pra quem acha que confiar em Jeová é ingenuidade: a Bíblia registra, pelo nome, a promessa feita a quem confiou.

Orando Sobre o Aprendizado

Ideias pra levar a Jeová (não é oração pronta, é direção): agradecer por ele notar a confiança de quem age com coragem (Jeremias 39:18); pedir coragem pra defender alguém que precisa, mesmo com risco, como Ebede-Meleque fez (Jeremias 38:9); pedir ajuda pra falar a verdade com quem eu amo, mesmo quando ela custa caro pra mim, como Jeremias, mesmo com medo do custo (Jeremias 38:15, 20); e pedir que eu nunca adie uma decisão certa até não ter mais escolha, como Zedequias adiou. Cada um pode meditar: existe algum aviso claro que Jeová já me deu e que eu ainda não obedeci?

TESOUROS DA PALAVRA DE DEUS

1. Continuem ajudando uns aos outros10 min
A parte tem três movimentos. (1) Defenda outros, como Ebede-Meleque fez (Jeremias 38:7-9). Estrangeiro, arriscando a vida pelo profeta e apesar do ódio dos príncipes, ele foi direto ao rei dizer que o que tinham feito a Jeremias era “muito mau” (Jeremias 38:9). (2) Console outros, como Jeremias fez (Jeremias 39:15-18). Detido no Pátio da Guarda, Jeremias levou a Ebede-Meleque a promessa de Jeová: “Você terá a sua vida como despojo porque confiou em mim.” (3) Incentive outros a obedecer a Jeová, como Jeremias fez (Jeremias 38:20). Sabendo que falar podia custar a vida (Jeremias 38:15), ele insistiu com Zedequias: “Obedeça, por favor, à voz de Jeová.”
PERGUNTE-SE: ‘Quem da minha congregação talvez eu precise defender?’ — w20.09 24 §§ 15-17.
Como aplicar? Pergunte-se: quem da minha congregação talvez eu precise defender? A resposta quase nunca é óbvia. Pode ser a irmã viúva ou divorciada que precisa que alguém defenda os direitos dela ou a ajude numa tarefa que o marido costumava fazer. Pode ser a irmã idosa que precisa de ajuda para falar com algum médico. Pode ser a pioneira que trabalha em projetos teocráticos, criticada por não estar tanto no campo quanto os outros pioneiros. Pode ser a irmã de marido descrente, criticada por chegar atrasada e sair correndo depois do “amém”, quando na verdade ela está fazendo o melhor que pode com o controle que tem sobre a própria agenda. Esta semana, escolha UMA dessas situações reais na sua congregação e faça alguma coisa concreta: elogie a pessoa pelo esforço dela na frente de outros, ou ofereça ajuda direta com a tarefa específica que ela carrega sozinha.
Ebede-Meleque ajoelhado diante do rei Zedequias, suplicando pela vida de Jeremias, enquanto guardas do rei observam.
Ebede-Meleque fala com Zedequias a favor de Jeremias Imagem: jw.org ↗

Ebede-Meleque fala com Zedequias a favor de Jeremias: Ver no jw.org ↗

Comentando a imagem: Ebede-Meleque de joelhos diante do trono, gesto de quem está pedindo algo sério, não fazendo média com o rei; ao fundo, guardas observam a cena, o mesmo tipo de gente que podia se voltar contra ele por defender um profeta impopular. A legenda oficial é "Ebede-Meleque fala com Zedequias a favor de Jeremias", e liga a cena diretamente a Jeremias 38:9. A lição prática: defender alguém em público, na frente de quem discorda, custa mais do que defender em particular, e foi isso que Ebede-Meleque escolheu fazer.
Uma irmã consola outra irmã que está chorando e segurando um porta-retrato que tem uma foto dela com a mãe.
Uma irmã consola uma amiga que perdeu a mãe recentemente Imagem: jw.org ↗

Uma irmã consola uma amiga que perdeu a mãe recentemente: Ver no jw.org ↗

Comentando a imagem: uma irmã consola outra, que chora segurando um porta-retrato com uma foto dela e da mãe. A fonte publica esta foto no fim da Parte 1, ilustrando o segundo movimento daquele discurso, console outros, como Jeremias fez (Jeremias 39:15-18). A cena moderna faz o par exato do gesto de Jeremias: ele consolou Ebede-Meleque estando preso, ou seja, quem consola nem sempre está em situação melhor do que quem é consolado. A lição prática é que consolo se dá com presença e tempo, não com a frase perfeita.
2. Joias espirituais10 min
O programa traz duas perguntas, cada uma com campo de resposta próprio: a pergunta específica da semana e a pergunta fixa sobre as joias espirituais.

Pergunta: Jer. 39:6, 7 — Que escolha ruim o rei Zedequias fez, e o que os chefes de família podem aprender disso? (jr 92 § 1)

Resposta: Jeremias 39:6, 7 registra o fim: “O rei de Babilônia mandou matar os filhos de Zedequias em Ribla, diante dos seus olhos, e o rei de Babilônia mandou matar também todos os nobres de Judá.” (Jeremias 39:6). E o texto completa: “Então ele cegou os olhos de Zedequias, e depois o prendeu com correntes de cobre a fim de levá-lo para Babilônia.” (Jeremias 39:7). A escolha ruim foi não se render, como Jeremias lhe disse (Jeremias 38:17). Zedequias já sabia, pela boca do próprio Jeremias, que obedecer a Jeová e se render poupava a vida dele e dos da sua casa, e a cidade não seria queimada (Jeremias 38:17, 20); mesmo assim, com medo “dos judeus que desertaram para o lado dos caldeus” (Jeremias 38:19), escolheu fugir em vez de obedecer (Jeremias 39:4). A última coisa que os olhos dele viram foi o preço dessa indecisão: os próprios filhos mortos. Pra um chefe de família, a lição é dura e direta: a hesitação de quem lidera não fica contida nele, ela desce pra quem depende dele. Um pai que adia decisões certas por medo não está só se arriscando; está arriscando quem ele deveria proteger.

Pergunta: Que joias espirituais você encontrou na leitura da Bíblia desta semana?

Resposta: As joias listadas abaixo são a resposta a essa pergunta.

Como aplicar? Como aplicar? A pergunta que fica pra qualquer um que lidera uma casa é simples: existe alguma obediência que eu venho adiando porque tenho medo do custo imediato? Zedequias temia os judeus que tinham desertado (Jeremias 38:19); o medo dele era real, mas trocou um perigo incerto por uma perda certa e maior. Esta semana, se houver uma decisão que Jeová já deixou clara e que ainda está sendo adiada em casa, escolha um passo concreto pra agir sobre ela, em vez de esperar o medo diminuir sozinho.

Joias da leitura desta semana

  1. Jeremias 38:2, 3: “Assim diz Jeová: ‘Quem permanecer nesta cidade morrerá pela espada, pela fome e pela peste. Mas quem se render aos caldeus continuará vivo; terá a sua vida como despojo e viverá.’” Jeová dá a mesma escolha a todos, sem exceção de posição. Aprendi que a mensagem dele nunca é vaga na hora de decidir: ele diz claramente o que leva à vida e o que leva à morte, e a responsabilidade de escolher fica com quem ouve.
  2. Jeremias 38:4: “Esse homem não busca a paz deste povo, mas a calamidade deles.” É exatamente o oposto da verdade, dito pelos príncipes sobre o profeta que transmitia o aviso de Jeová para quem quisesse viver (Jeremias 38:2). Aprendi que quem fala a verdade incômoda costuma ser acusado do oposto do que está fazendo, e isso não prova que a pessoa está errada.
  3. Jeremias 38:6: “Eles desceram Jeremias usando cordas. Não havia água na cisterna, só lama; e Jeremias começou a afundar na lama.” Não mataram Jeremias na hora; deixaram-no na cisterna, onde, como disse Ebede-Meleque, “ele morrerá de fome ali” (Jeremias 38:9). Aprendi que às vezes a perseguição não vem como golpe único, vem como afundamento lento, e é isso que torna mais fácil ninguém perceber a tempo de ajudar.
  4. Jeremias 38:12: “Ebede-Meleque, o etíope, disse então a Jeremias: ‘Por favor, ponha os trapos e os panos debaixo dos braços, e depois as cordas.’” Ele já tinha conseguido autorização e trinta homens; ainda assim, cuidou do detalhe com trapos e panos debaixo dos braços, e depois as cordas (Jeremias 38:12) de Jeremias. Aprendi que ajudar de verdade cuida do jeito como a ajuda chega, não só do fato de ela chegar.
  5. Jeremias 38:15: “Jeremias disse então a Zedequias: ‘Se eu lhe responder, o senhor certamente me matará. E, se eu lhe der um conselho, o senhor não me escutará.’” Jeremias disse a verdade sobre o próprio risco antes mesmo de falar a mensagem. Aprendi que dizer a verdade não exige fingir que não tem medo; exige falar mesmo com medo.
  6. Jeremias 38:16: “Tão certo como vive Jeová, que nos deu a vida, eu não o matarei, nem o entregarei a esses homens que procuram tirar a sua vida.” Zedequias jura em nome de Jeová e, mesmo depois do aviso claro, não se rende; foge (Jeremias 39:4). Aprendi que citar o nome de Jeová não é o mesmo que obedecer a ele, e Zedequias é a prova mais triste disso nesta leitura.
  7. Jeremias 38:19: “O rei Zedequias disse então a Jeremias: ‘Estou com medo dos judeus que desertaram para o lado dos caldeus. Pois, se eu for entregue a eles, eles talvez me tratem com crueldade.’” O medo dele era concreto, não fraqueza inventada. Aprendi que Jeová não pede coragem sem medo, pede obediência apesar do medo, porque a resposta de Jeremias no versículo seguinte é: “O senhor não será entregue a eles. Obedeça, por favor, à voz de Jeová” (Jeremias 38:20).
  8. Jeremias 39:4: “Quando Zedequias, rei de Judá, e todos os soldados os viram, eles fugiram, saindo da cidade à noite.” É a decisão que ele tomou depois de ouvir exatamente o oposto de Jeová. Aprendi que conhecer o conselho certo não protege ninguém; só obedecer a ele protege.
  9. Jeremias 39:10: “Mas Nebuzaradã, chefe da guarda, deixou na terra de Judá alguns dos mais pobres do povo, os que não possuíam nada. E, naquele dia, ele lhes deu vinhedos e campos para trabalhar.” No meio da queda de Jerusalém, os mais pobres, sem nada a perder, saíram com terra pra trabalhar. Aprendi que, mesmo na queda de uma nação, os mais pobres não ficaram sem nada: receberam vinhedos e campos para trabalhar.
  10. Jeremias 39:12: “Peguem-no e cuidem dele; não lhe façam nada de mau. Façam tudo o que ele lhes pedir.” Foi a ordem que o próprio Nabucodonosor deu a respeito de Jeremias. Um rei pagão dá ordem de proteção a um profeta de Jeová, o mesmo profeta que os príncipes de Judá quiseram matar (Jeremias 38:4). Aprendi que Jeová pode mover o coração de quem quiser pra proteger quem é dele, mesmo um inimigo estrangeiro.
  11. Jeremias 39:18: “Você terá a sua vida como despojo porque confiou em mim, diz Jeová.” A cidade inteira caiu, o rei perdeu tudo, mas Jeová prometeu a um homem que ele teria a vida como despojo, pela razão mais simples: confiou. Aprendi que no meio do maior desastre coletivo, a fé pessoal continua sendo o que decide o resultado individual.
3. Leitura da Bíblia4 min
A leitura pega o início do capítulo 38, e é dura do começo ao fim. Quatro príncipes ouvem Jeremias dizer que quem ficar na cidade morre e quem se render vive (Jeremias 38:1-3), e a resposta deles é pedir a morte dele porque, com essas palavras, ele estaria “desanimando os soldados” (Jeremias 38:4). O rei Zedequias, fraco demais pra impedir, entrega Jeremias: “Ele está nas suas mãos, pois o rei não pode fazer nada para impedir vocês.” (Jeremias 38:5). Jeremias vai parar numa cisterna sem água, só lama, e começa a afundar (Jeremias 38:6). É aí que a leitura vira: Ebede-Meleque ouve, vai até o rei, descreve a crueldade ao rei, “o que esses homens fizeram ao profeta Jeremias é muito mau” (Jeremias 38:7-9), e recebe autorização pra agir com trinta homens (Jeremias 38:10). O trecho fecha com o cuidado no detalhe: trapos e panos velhos debaixo dos braços de Jeremias pra as cordas não cortarem, e o resgate completo (Jeremias 38:11-13). É um trecho pra ler com dois tons bem diferentes: a frieza cruel dos príncipes e a urgência bondosa de Ebede-Meleque.
Como aplicar? Na leitura: a lição 12 de Melhore Sua Leitura e Seu Ensino, "Seja simpático e mostre que se importa", encaixa perfeito aqui. A fala dos príncipes em Jeremias 38:4 pede um tom firme e frio, de quem está registrando uma injustiça; a fala de Ebede-Meleque em Jeremias 38:9 pede urgência genuína, quase súplica. Não leia os dois do mesmo jeito. Ensaie em voz alta marcando essa virada de tom no meio do trecho, porque é ela que faz o ouvinte sentir o contraste entre os dois grupos de pessoas. Na pregação: este é um trecho de ouro pra mostrar que defender a verdade tem custo, mas também tem quem esteja disposto a pagar esse custo por alguém. Exemplo concreto: pra alguém que acha que ninguém defende quem é impopular por causa da fé, leia Jeremias 38:7-9 e mostre que a Bíblia registra pelo nome quem teve essa coragem.

FAÇA SEU MELHOR NO MINISTÉRIO

4. Iniciando conversas3 min
A designação é oferecer um estudo bíblico pra uma pessoa que está preocupada com os eventos climáticos extremos. A lição 9 de Ame as Pessoas: Faça Discípulos se chama “Empatia”, e o ponto 3 dela é “Escute com atenção”: deixar a pessoa se expressar, sem interromper nem ignorar os sentimentos, as preocupações ou as objeções dela. A lição fecha o ponto assim: quando você presta atenção, a pessoa percebe que você se importa com o que ela pensa.
Como aplicar? O detalhe que faz funcionar: não sair oferecendo resposta antes de a pessoa terminar de falar o que sente sobre o assunto. Exemplo de campo: se o morador comenta sobre uma tempestade ou uma seca recente, pergunte como isso afetou a vida dele antes de qualquer coisa. Só depois de ouvir, ofereça o estudo como um caminho pra entender o que a Bíblia diz sobre o futuro do planeta, sem parecer que você já tinha a resposta pronta antes mesmo de ele abrir a boca.
5. Cultivando o interesse4 min
A designação é oferecer um estudo bíblico pra uma pessoa que é pai ou mãe, alguém que já demonstrou interesse antes e agora recebe uma nova visita. A lição 9 de Ame as Pessoas: Faça Discípulos se chama “Empatia”, e o ponto 5 dela é “Use informações que se encaixem nas necessidades da pessoa”: mostrar, assim que possível, como o estudo da Bíblia responde às perguntas dela e ajuda a ter uma vida melhor.
Como aplicar? O detalhe que faz funcionar: falar direto do que preocupa um pai ou uma mãe, não de um assunto genérico. Exemplo de campo: pergunte qual é o maior desafio de criar filhos hoje, e mostre como um princípio bíblico concreto (por exemplo, sobre disciplina com amor ou sobre proteger a família de más influências) já ajudou outras famílias de verdade. O estudo não é apresentado como obrigação religiosa, é apresentado como resposta a uma dor específica que aquele pai ou mãe já sente.
6. O que você diria?6 min
A cena é de casa em casa, e a imagem oficial da designação mostra uma mulher com seu filhinho em pé na porta de casa. O programa manda fazer um resumo do ponto 4 da lição 1 de Ame as Pessoas: Faça Discípulos, "Interesse pelas pessoas". O ponto 4 se chama "Seja observador", e traz três perguntas pra fazer a si mesmo, verbatim da lição: "O que a pessoa está fazendo no momento? No que ela deve estar pensando?", "O que a roupa, a aparência ou a casa da pessoa revelam sobre suas crenças e sua cultura?" e "Será que esse é um bom momento para conversar com a pessoa?". Depois de mostrar a imagem, o programa traz duas perguntas, cada uma com campo de resposta próprio.

Pergunta: De acordo com o que você está vendo, que pergunta você faria para começar uma conversa?

Resposta: Olhando a cena, a abertura natural é sobre a própria criança, algo como "que idade ele tem?", ou um comentário genuíno sobre a fase dos filhos pequenos, porque é o que mais provavelmente ocupa a cabeça dela naquele momento.

Pergunta: Que verdade da Bíblia você poderia mostrar?

Resposta: Uma verdade que se conecta de forma real com uma mãe de criança pequena é a de que, mesmo quando tudo desaba, ainda há provisão para quem não tem nada. A leitura desta semana dá a ponte pronta: em Jeremias 39:10, no meio da queda de Jerusalém, os que “não possuíam nada” ficaram com “vinhedos e campos para trabalhar”, dados pelo próprio Nebuzaradã, chefe da guarda babilônica. Mostre o versículo curto, deixe ela ler com os próprios olhos, e ligue ao que ela já está pensando: o futuro daquele filho.

Como aplicar? Como aplicar? O ponto não é decorar uma pergunta pronta, é treinar o hábito de observar antes de falar. Antes de tocar a próxima campainha, responda em silêncio as três perguntas do ponto 4 sobre a pessoa real que abriu a porta, e só então escolha a primeira frase. Se a resposta às três for "não sei", a primeira frase tem que ser uma pergunta, não uma apresentação.
Uma mulher com seu filhinho estão em pé na porta de casa.
Imagem: jw.org ↗

Ver no jw.org ↗

Comentando a imagem: a mãe na soleira da porta, o filho pequeno junto dela, a casa às costas dos dois. A fonte publica esta imagem sem legenda, e é exatamente ela que o programa manda mostrar antes de fazer as duas perguntas desta parte. Repare no que a cena entrega sem uma palavra: alguém com pouco tempo, com a atenção dividida, e com um assunto óbvio bem ali do lado. A lição prática é que observar não é adivinhar; é usar o que já está visível antes de escolher a primeira frase.

NOSSA VIDA CRISTÃ

🎵 Cântico 90 · “Encorajando uns aos outros” · (antes da Parte 7, transição para Nossa Vida Cristã)

7. “Quem me Tocou?”15 min
A consideração usa um vídeo com um discurso de Anthony Griffin, que parte de uma pergunta pra se fazer no fim do dia: ‘Quem me tocou hoje?’. Não no sentido físico, mas no sentido de quem fez algo, disse algo ou lembrou você de algo sobre bondade, fé ou amor, coisas que passam despercebidas no meio de conversas de corredor, trocas de e-mails e comentários rápidos de colegas. O orador mostra Jesus vivendo isso na prática em Marcos capítulo 5. No caminho pra curar a filha de um presidente de sinagoga, uma mulher que sofria de um fluxo de sangue havia 12 anos, tinha gastado tudo com médicos e só piorava, se aproxima por trás e toca na roupa dele, pensando: “Se eu apenas tocar na sua roupa, ficarei boa.” (Marcos 5:25-28). O fluxo seca na hora, e Jesus, percebendo que saiu poder dele, pergunta: “Quem tocou na minha roupa?” (Marcos 5:29, 30). Os discípulos acham estranha a pergunta, já que a multidão inteira o apertava (Marcos 5:31), mas Jesus continua procurando, porque a pergunta dele não era só sobre quem encostou na roupa: “Jesus percebeu que havia saído poder dele” (Marcos 5:30), e, nas palavras do orador, “Jesus queria saber quem era que tinha chamado tanto a atenção do seu Pai”; ele queria conhecer a história daquela pessoa. A mulher se prostra, tremendo, e conta “toda a verdade” (Marcos 5:33), e só depois de ouvir a história inteira dela Jesus responde com bondade: “Filha, a sua fé fez você ficar boa. Vá em paz e fique curada da sua doença aflitiva.” (Marcos 5:34). O orador liga isso a uma experiência pessoal dele (legenda oficial em português de pub-jwb-125_4_VIDEO, 07:04 a 08:43), numa aula “com os superintendentes presidentes”: um irmão sentado na frente, calado e sem levantar a mão a aula inteira, que ele julgou desinteressado, até o instrutor perguntar se alguém tinha enfrentado algum desafio pra estar ali, e o irmão contar que tinha “uma grave doença no cérebro” e que “só tenho alguns meses de vida”, e que nas orações “só pedia para ter tempo de cursar essa escola”. O orador termina convidando os ouvintes a tirar tempo, no fim de cada dia, pra pensar em quem os tocou, e a decidir de quem eles vão tirar tempo pra tocar. Depois de mostrar o vídeo, o programa traz duas perguntas, cada uma com campo de resposta próprio.

Pergunta: Como podemos dar a outros a oportunidade de nos ensinar por meio do exemplo deles?

Resposta: Parando pra ouvir a história da pessoa, e não só o problema dela. Jesus deu essa oportunidade à mulher quando não seguiu em frente depois da cura: ele parou, procurou por ela e deixou que ela contasse “toda a verdade” (Marcos 5:33), em vez de tratá-la como mais um caso resolvido na multidão. O irmão calado do curso, na experiência do orador, também só pôde ensinar depois que alguém fez a pergunta que abriu espaço pra ele falar.

Pergunta: Como podemos afetar positivamente a vida de outros?

Resposta: Do mesmo jeito que Jesus afetou a vida daquela mulher: com atenção genuína primeiro, e só depois com a palavra certa. O corpo dela já tinha sido curado no toque: “o seu fluxo de sangue secou imediatamente” (Marcos 5:29). As palavras vieram depois, pra uma mulher que ainda estava “tremendo de medo” (Marcos 5:33): “Filha, a sua fé fez você ficar boa. Vá em paz” (Marcos 5:34). Como diz o orador no vídeo, “ele fez mais do que curá-la em sentido físico. As palavras bondosas de Jesus curaram a mente e o coração dela.” Na prática, é escolher uma pessoa e dar a ela mais tempo do que a conversa exigia, antes de dar qualquer conselho.

Como aplicar? Como aplicar? No fim de cada dia desta semana, antes de dormir, pergunte-se: teve alguém que passou pela minha vida hoje e me tocou, mesmo numa conversa rápida? E vire a pergunta ao contrário: na minha designação de pregação ou numa visita de campo, de quem eu vou tirar tempo pra ouvir a história inteira, não só a objeção ou a resposta rápida? Um jeito concreto de treinar isso: na próxima demonstração ou visita real, resista ao impulso de responder assim que a pessoa parar de falar, e faça mais uma pergunta antes.
Jesus está abaixado no meio de uma multidão, falando bondosamente com a mulher que sofre de um fluxo de sangue.
Imagem: jw.org ↗

Ver no jw.org ↗

Comentando a imagem: Jesus se abaixa na altura da mulher no meio do aperto da multidão, o rosto virado pra ela, num gesto de quem escolheu parar tudo pra dar atenção só àquela pessoa. Ligada à Parte 7 e a Marcos 5:33, 34, a imagem captura o momento logo depois da confissão dela, quando Jesus já sabe toda a verdade e responde com bondade em vez de repreensão. A lição prática é que abaixar-se, literalmente ficar na altura de quem fala, já é parte de mostrar que a pessoa foi ouvida antes de ser respondida.
8. Estudo bíblico de congregação30 min
Começa o capítulo 10 do livro Ande Corajosamente com Deus, sobre Moisés. O fio que liga este capítulo à semana é direto: Ebede-Meleque teve coragem de defender um profeta impopular mesmo sendo estrangeiro que arriscou a vida por Jeremias; Moisés teve coragem de se identificar com o povo escravizado de Jeová mesmo tendo tudo pra viver confortavelmente como egípcio. Os dois escolheram o lado de quem sofria em vez do lado seguro, e os dois pagaram um preço real por essa escolha: Ebede-Meleque arriscou a vida na corte, Moisés abriu mão da riqueza, do destaque e dos prazeres do Egito (Hebreus 11:24-26).

Moisés — Ele tomou a decisão certa

Para considerar

De que maneiras Moisés mostrou coragem nessa época de sua vida?

Resposta: O capítulo destaca a pergunta que decide tudo, em caixa própria: O que Moisés iria escolher: ter riqueza e destaque, ou defender o povo de Jeová? Criado como filho da filha de Faraó, instruído em toda a sabedoria dos egípcios, Moisés se tornou “poderoso em palavras e em ações” (Atos 7:22). Mas, aos 40 anos, deixou clara a decisão: “Pela fé Moisés, quando adulto, se recusou a ser chamado filho da filha de Faraó” (Hebreus 11:24), “escolhendo ser maltratado com o povo de Deus em vez de desfrutar os prazeres temporários do pecado” (Hebreus 11:25). Um dia, ele saiu pra ver de perto o sofrimento dos hebreus, viu um egípcio espancando um deles, olhou para um lado e para o outro, talvez procurando alguém que pudesse ajudar e, não vendo ninguém, matou o egípcio e escondeu o corpo na areia (Êxodo 2:11, 12). No dia seguinte, tentou separar uma briga entre dois hebreus, e um deles revelou que sabia do assassinato: “Quem o designou príncipe e juiz sobre nós? Você pretende me matar assim como matou o egípcio?” (Êxodo 2:14). Faraó decidiu matá-lo, e Moisés fugiu pra Midiã, deixando pra trás riqueza, conforto e destaque (Êxodo 2:15).

Leia o relato na Bíblia: Êxodo 2:11-22; Atos 7:22-29; Hebreus 11:24-26

Analise mais a fundo

1. Existe alguma prova além da Bíblia de que os israelitas foram escravos no Egito? (w20.03 30) A

Resposta: Sim, e uma das provas é um papiro do período do Médio Império egípcio, entre 2000 e 1600 antes de Cristo, encontrado no sul do Egito. Ele traz o nome de escravos de uma casa egípcia, e mais de 40 desses nomes são semíticos. O arqueologista David Rohl observou que alguns desses nomes “saíram diretamente das páginas da Bíblia”, incluindo variações parecidas com Issacar, Aser e Sifrá. Some a isso 20 ou mais povoados semíticos já identificados no norte do Egito, e o quadro histórico bate com o relato bíblico de um povo semítico vivendo como mão de obra escrava no Egito antigo.

2. O que Moisés talvez tenha aprendido com seus pais? E o que ele provavelmente aprendeu quando foi “instruído em toda a sabedoria dos egípcios”? (Atos 7:22; w02 15/6 10 §§ 2-5)

Resposta: Com os pais, Anrão e Joquebede, Moisés aprendeu sobre sua origem hebraica e sobre Jeová, o suficiente pra, décadas depois, preferir o favor de Jeová a uma vida inteira de privilégio egípcio (Atos 7:22 confirma que ele foi “instruído em toda a sabedoria dos egípcios”). Essa sabedoria egípcia incluía matemática, geometria, arquitetura, construção e outras artes e ciências, junto com uma educação de elite reservada a filhos da realeza e da aristocracia, treinamento que o preparava para um cargo governamental egípcio.

3. Como os egípcios costumavam sepultar os mortos? O que eles devem ter sentido quando Moisés não apenas matou o egípcio, mas também escondeu o corpo na areia? (it “Egito, egípcio” § 28) B

Resposta: Os egípcios tinham uma preocupação profunda com os mortos, ligada à crença de que a alma precisava do corpo preservado pra poder retornar e usá-lo depois da morte. Por isso embalsamavam os corpos, e o túmulo onde o corpo mumificado era colocado funcionava, na mente deles, como o “lar” do falecido. Diante dessa crença, um corpo escondido na areia, sem embalsamamento e sem túmulo, ficava sem aquilo que, para os egípcios, assegurava o bem-estar do falecido depois da morte.

4. Moisés fugiu para Midiã. O que os midianitas e os israelitas tinham em comum? (it “Midiã, midianitas” n.º 2 §§ 1-2)

Resposta: Um ancestral comum. Os midianitas descendem de Midiã, filho de Abraão com sua concubina Quetura; os israelitas descendem de Isaque, filho de Abraão com Sara. Ou seja, Moisés não fugiu pra um povo completamente estranho: fugiu pra parentes distantes, descendentes do mesmo patriarca que Jeová tinha chamado pra sair de Ur. Isso talvez explique por que os midianitas, como Gideão mostraria séculos depois, provavelmente falavam uma língua bem parecida com o hebraico.

Moisés vendo um oficial egípcio dando um soco violento em um escravo hebreu.
Imagem: jw.org ↗

Ver no jw.org ↗

Comentando a imagem: o soco em pleno curso, o escravo hebreu caindo, e Moisés olhando de fora da cena. A fonte publica esta imagem no corpo do capítulo, sem rótulo de letra e sem legenda, diferente das imagens A, B e C. Ela para o relato no segundo exato antes da decisão: Moisés ainda é só quem viu. A lição prática é que o momento decisivo de coragem quase sempre chega assim, como uma cena que a gente presenciou sem ter pedido pra presenciar.
Moisés, agora com medo, fugindo do Egito. Enquanto corre, ele olha para trás.
Imagem: jw.org ↗

Ver no jw.org ↗

Comentando a imagem: Moisés correndo e olhando por cima do ombro, saindo do Egito com medo. Também publicada no corpo do capítulo, sem rótulo de letra e sem legenda. O contraste com a imagem anterior é o ponto: o mesmo homem “poderoso em palavras e em ações” (Atos 7:22) aparece aqui correndo e olhando para trás. A lição prática é que a coragem que agrada a Jeová ainda estava em formação em Moisés, e os 40 anos seguintes, em Midiã, é que iam acrescentar a mansidão que faltava.
Fragmentos de um rolo de papiro.
A Parte de uma lista egípcia antiga com nomes de escravos; a lista mostra mais de 40 nomes hebraicos, indicando a presença de escravos israelitas no Egito Imagem: jw.org ↗

A Parte de uma lista egípcia antiga com nomes de escravos; a lista mostra mais de 40 nomes hebraicos, indicando a presença de escravos israelitas no Egito: Ver no jw.org ↗

Comentando a imagem: pedaços frágeis de um papiro de quase quatro mil anos, com uma lista de nomes de escravos de uma casa egípcia. A legenda oficial já entrega o ponto principal: mais de 40 desses nomes são hebraicos, prova material da presença de escravos israelitas no Egito. Ligada diretamente à pergunta 1 de "Analise mais a fundo", a imagem mostra que a história de Moisés não fica só no papel da Bíblia; ela tem eco em achado arqueológico independente. A lição prática é que a fé em relatos bíblicos antigos não pede ignorar evidência, pede procurar por ela com honestidade.
Uma múmia egípcia em exibição em um museu.
B Uma múmia egípcia Imagem: jw.org ↗

B Uma múmia egípcia: Ver no jw.org ↗

Comentando a imagem: uma múmia egípcia preservada, hoje em exibição num museu, o mesmo tipo de corpo embalsamado que a religião egípcia via como necessário pra vida após a morte. Ligada à pergunta 3 de "Analise mais a fundo", a imagem dá peso visual ao que Moisés negou ao egípcio que matou: não só a vida, mas, na crença deles, o corpo preservado que a alma precisava para retornar e usá-lo. A lição prática é medir a gravidade daquele momento de raiva pela régua da própria cultura em que ele aconteceu, não só pela nossa.
Conjunto de imagens: Um irmão que está no ensino médio pensando no que vai fazer de sua vida. 1. Ele se imagina em um emprego importante, projetando aviões. 2. Ele se imagina dirigindo um estudo bíblico para um homem usando a brochura “Seja Feliz para Sempre!”.
C Imagem: jw.org ↗

C Ver no jw.org ↗

Comentando a imagem: um jovem estudante imagina dois futuros possíveis lado a lado, um projetando aviões numa carreira de prestígio, outro dirigindo um estudo bíblico com a brochura na mão. Ligada à segunda pergunta de "Medite no que aprendeu", a imagem traduz a decisão de Moisés (riqueza egípcia ou o povo de Jeová) pro tipo de escolha que um jovem de hoje realmente enfrenta. A lição prática é que a decisão de Moisés não é só história antiga: é o mesmo tipo de escolha entre destaque imediato e propósito duradouro que continua diante de qualquer jovem que serve a Jeová hoje.

Medite no que aprendeu

O que o exemplo de Moisés nos ensina sobre controlar a raiva?

Resposta: Que raiva não controlada pode levar até quem tem boas intenções a cometer um erro grave e irreversível; Moisés queria ajudar o povo, mas "agindo num momento de raiva", acabou matando um egípcio, como diz o livro (Êxodo 2:11, 12).

Moisés mostrou coragem ao escolher os alvos certos na vida. O que os jovens podem aprender com o exemplo dele? C

Resposta: O material ilustra essa pergunta com a cena descrita acima, de um jovem imaginando dois futuros possíveis, um de prestígio e outro de serviço a Jeová, mostrando que a decisão de Moisés se repete hoje em escolhas de carreira e de propósito de vida.

De que outras maneiras você pode imitar a coragem que Moisés mostrou nesse relato?

Resposta: Três formas concretas, escolha a que serve pra sua vida agora: recusar uma vantagem real e imediata (uma promoção, um contrato, um reconhecimento) quando ela exige abrir mão de tempo ou prioridade que deveria ser de Jeová, do jeito que Moisés recusou ser chamado filho da filha de Faraó (Hebreus 11:24); escolher um caminho de vida com menos prestígio mas com propósito eterno, como servir a Jeová em tempo integral, mesmo quando pessoas próximas não entendem a decisão; ou defender alguém que está sendo maltratado mesmo sabendo que isso pode custar caro socialmente, do jeito que Moisés se colocou ao lado do hebreu espancado mesmo sendo, aos olhos do Egito, alguém de fora daquele conflito (Êxodo 2:11).

Pense no quadro completo

O que esse relato me ensina sobre Jeová?

Resposta: Que ele valoriza mais quem escolhe o lado certo por convicção do que quem nasce em posição de poder; Moisés tinha tudo no Egito e Jeová não o usou por causa disso, usou-o depois que ele abriu mão disso.

Como esse relato está relacionado com o propósito de Jeová?

Resposta: Moisés se tornaria o líder que levaria o povo da promessa pra fora do Egito, dando continuidade ao propósito anunciado desde Abraão.

Quando Moisés for ressuscitado, o que eu gostaria de perguntar para ele sobre a época em que ele viveu no Egito e em Midiã?

Resposta: Três perguntas possíveis, ancoradas em pontos que o relato deixa em aberto: o que exatamente a mãe dele, Joquebede, disse ou fez no tempo em que pôde criá-lo, que marcou tanto a ponto de sustentar uma decisão quatro décadas depois; o que ele sentiu no primeiro ano em Midiã, saindo de uma vida de príncipe pra uma vida de pastor fugitivo, sem saber se um dia voltaria; e se, durante os 40 anos que passou como pastor, ele chegou a duvidar de que Jeová ainda tinha algum plano pra ele, já que o relato bíblico não registra nada dessa fala interior durante esse longo período.

Aprenda mais: Veja como podemos imitar Moisés ao colocar os interesses de Jeová na frente dos nossos. Imite os fiéis, não os infiéis — Imite Moisés, não o Faraó (2:27). Ao pensar no seu futuro, Moisés abriu mão de riquezas para servir a Jeová. Seria prático fazer isso hoje? Escolha uma carreira com um futuro eterno (4:58).
Como aplicar? Na família: conversar sobre que "Egito" cada um está tentado a preferir hoje, ou seja, que vantagem imediata custaria a proximidade com Jeová, do jeito que Moisés precisou lidar com essa pergunta. Na congregação: lembrar que Jeová valoriza quem escolhe o povo dele em vez da vantagem imediata, como Moisés fez, e reconhecer publicamente quem faz esse tipo de escolha silenciosa. No campo: usar Hebreus 11:24-26 com quem acha que servir a Jeová significa abrir mão do melhor da vida, mostrando que Moisés considerou o vitupério do Cristo uma riqueza maior do que os tesouros do Egito, e olhava atentamente pro pagamento da recompensa.

🎵 Cântico 56 · “Faça da verdade a sua vida” · (encerramento, com oração e comentários finais, 3 min)

Este material é um apoio pessoal para o preparo das reuniões, com comentários próprios baseados na Bíblia (Tradução do Novo Mundo) e nas publicações em jw.org. Não é uma publicação oficial das Testemunhas de Jeová nem foi produzido pela organização. Para ler os parágrafos e o conteúdo original, use o JW Library ou o jw.org.